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| A
arte está presente em cada momento de vida dos povos indígenas
no mundo todo. Em cada objeto, em cada ritual, em cada gesto,
a arte surge, expressão de força e conexão com o mundo mítico
e espiritual . A beleza está presente como atributo divino.
Não importa se a pintura trabalhosa e detalhada feita no fundo
da panela vai ser queimada assim que ela for ao fogo. A pintura
não precisa permanecer para justificar sua beleza. Ela é, no
presente, como expressão necessária. Dá sentido ao ato criativo
de transformar o barro em cerâmica. |
| Cada
povo tem sua habilidade e forma de materializar em objetos de
arte as necessidades do dia a dia ou dos rituais. A arte plumária
ainda é a mais conhecida e admirada por sua exuberância e riqueza.
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| Quase
todos os grupos indígenas utilizam plumas em combinações as
mais variadas para construir peças rituais de significados e
usos diversos. O clã a que pertence o dono do adorno, sua ligação
familiar, sua posição dentro da cerimônia, muitas são as informações
contidas no arranjo das plumas. Muitos conceitos e mensagens
podem ser decodificados por quem está dentro da tradição.
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| A
cerâmica, a cestaria, os instrumentos musicais, os pequenos
adornos, a arquitetura, os bancos zoomorfos esculpidos em madeira,
toda a cultura material dos povos nativos está carregada de
princípios e objetivos, de valores estéticos e sociais. O talento
dos artistas está a serviço da manutenção da tradição do povo,
da continuidade de sua identidade. |
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